Contratar travava na papelada, e no campo não tinha nem internet pra resolver.
Discovery e design do Lugarh, o software de coleta de documentos e admissão do grupo por trás do Banco Nacional de Empregos. Desenhei a coleta como três caminhos que cobrem qualquer cenário: autocadastro no celular, uma carteira portátil de documentos, e um coletor que funciona offline, no meio da lavoura.

A dor não era achar o candidato, era juntar a papelada
O Lugarh começou com uma pergunta que a gente foi fazer pras empresas: o que mais trava na hora de contratar? A resposta não era encontrar a pessoa certa. Era reunir a documentação dela. RG, CTPS, comprovantes, dependentes, tudo no papel, indo e voltando por email e WhatsApp.

Ouvir sete empresas antes de desenhar uma tela
Entrevistamos sete empresas que já eram clientes do grupo: James, Cassol, Employer, Pizzato, Randstad, Paraná Equipamentos e Nissei. Depois medimos o tamanho de cada dor com survey no Hotjar, em vez de confiar na impressão que entrevista deixa. Um workshop de cocriação com matriz CSD e um card sorting puseram a papelada da admissão na frente de tudo. Começamos por ela.


A virada
O campo mudou o produto inteiro
Dentro do grupo havia uma frente que quebrava qualquer solução óbvia: a contratação de temporários de lavoura, em cooperativas de soja. Quem foi a campo foi o time de implantação, e voltou com o número: 300 pessoas contratadas em dois ou três dias. Sem rede no lugar, sem aparelho na mão do trabalhador, e boa parte deles sem intimidade nenhuma com tecnologia.
Foi essa frente que decidiu o produto. Em vez de desenhar uma tela de upload, tratei a coleta como três caminhos: autocadastro no celular, atendimento presencial na agência, e um Coletor que roda offline. O operador cadastra um lote inteiro de pessoas no campo e sincroniza tudo quando volta. O produto passou a ser desenhado a partir do pior cenário, não do melhor.
Ninguém no grupo achou exagero. O Coletor acabou virando app de uso interno.

Uma carteira que faz o recadastro sumir
Se cada empresa recadastrasse o mesmo trabalhador do zero, a papelada só mudava de lugar. Então os documentos passaram a viver numa carteira portátil do próprio contratado, a Wallet. Quem já tem carteira não preenche nada de novo: autoriza o uso, e a contratação anda. Vale nos três caminhos, inclusive no coletor no meio da lavoura.
A ponte com o BNE: achar e contratar no mesmo lugar
Com a coleta resolvida, dava pra ligar as pontas. Quem acha o candidato no Banco Nacional de Empregos já tem o currículo; com a Wallet, passa a ter os documentos também. Dependendo do contrato, selecionar e contratar param de ser dois mundos e viram um passo só.

Admissão sem papel, do convite ao eSocial
Na ponta digital, o próprio contratado conduz a admissão: preenche os dados, tira selfie, envia RG, CTPS e CNH, cadastra dependentes. O sistema integra com o eSocial no fim. A pessoa vê quanto falta o tempo todo, e o RH acompanha sem tocar em papel.


Admissão digital · tela a tela

Depois de contratado: app na mão e clube de benefícios
A relação não acaba na assinatura. No app do contratado ele mantém os documentos à mão e recebe as comunicações da empresa. E tem o MeuLugar, o clube de descontos que qualquer empresa contratante pode oferecer aos funcionários.

De um problema de documentos, um ecossistema de RH
O que começou como um jeito de juntar a papelada de uma contratação virou plataforma: coleta em três caminhos, carteira portátil, admissão digital, ponte com o BNE e clube de benefícios. Hoje o Lugarh é o software de coleta de documentos e admissão de mais de 150 empresas. O caso mais difícil que a gente encontrou, 300 pessoas contratadas numa lavoura sem sinal, é o que ainda define como o produto funciona.






