Entrei pra fazer arte de cartão de visita. Saí com a gráfica girando dez vezes mais, tendo criado produto, molde e campanha.
Comecei fazendo a arte dos cartões numa gráfica online e fui virando dono de produto: criei linhas novas, desenhei os moldes de corte, publiquei no site e toquei as campanhas. A gráfica passou a girar cerca de dez vezes mais.
Contratado pra fazer arte de cartão
Entrei numa gráfica online pra uma função simples e no fim da esteira: fazer a arte dos cartões de visita que os clientes pediam. Recebia o pedido, entregava o arquivo. Um executor de arte, sem voz sobre o que a gráfica vendia ou como.
A virada
Ver produto onde os outros viam pedido
A virada não foi de ferramenta, foi de olhar. Em 2014 o food truck estava bombando, e ninguém ali tratava aquilo como oportunidade. Em vez de só entregar a arte que pediam, comecei a criar produto: desenhei uma linha de embalagens pra esse nicho, criei os moldes de corte, as facas, e os padrões. Deixei de esperar o pedido chegar e passei a criar a demanda.
Do molde ao email, na mesma mão
Eu tocava a linha inteira sozinho: criava a faca e o padrão, montava a página do produto no site e disparava a campanha por email pra base. Produto, pré-impressão e canal de venda na mesma mão, numa época em que anúncio pago ainda era opcional. Não era arte de encomenda, era um produto meu indo pro mercado.
A gráfica girando dez vezes
As linhas venderam muito, e a gráfica passou a girar cerca de dez vezes mais do que quando entrei. Da faca ao email, tudo meu.